Resenha – Hellraiser / Clive Barker

Resenha – Hellraiser / Clive Barker

Resenha

Hellraiser

Clive Barker

150 páginas | Darkside Books


Sinopse:

Escrito em 1986, Hellraiser – Renascido do Inferno apresentou ao público os demoníacos Cenobitas, personagens criados por Clive Barker que hoje figuram no seleto grupo de vilões ícones da cultura pop como Jason, Leatherface ou Darth Vader. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que estimulam a imaginação dos leitores e superam, de longe, o horror do cinema.

Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno (The Hellbound Heart, no original) já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker: “A única maneira foi escrever o romance com a intenção específica de filmá-lo. Foi a primeira e única vez que fiz assim, e deu resultado”.

De leitura rápida e devastadora, Hellraiser – Renascido do Inferno conta a história de um homem obcecado por prazeres pouco convencionais que é tragado para o inferno. Inspirado nas afinidades peculiares do autor, o sadomasoquismo é um tema constante em sua arte.

“Por que, então, ele estava tão aflito de observá-los? Seriam as cicatrizes que cobriam cada polegada dos corpos deles, a carne cosmeticamente perfurada, cortada e infibulada, sendo a seguir coberta de cinzas? Seria o odor de baunilha que eles traziam consigo, a doçura que mal conseguia disfarçar o fedor que havia por detrás?”


Em 1º lugar, um minuto de silêncio para essa edição linda da Darkside Books! ♥

A maioria das pessoas conhecem essa obra de Clive Barker, por meio da adaptação cinematográfica Hellraiser, Renascido do Inferno, filme de 1987 dirigido pelo próprio Clive. Mas se você é fã do filme, não perca mais tempo, você precisa ler esse livro!

O livro te dá a visão de todos os personagens principais, mesmo sendo narrado em terceira pessoa, então você acaba sentindo todo o horror pelo qual os personagens estão passando.

Já nas primeiras páginas, você se depara aos anseios esquisitos de prazer de Frank, e para saciar esses anseios ele usa a Caixa de L’Marchant, onde a pessoa responsável pela abertura “supostamente” é contemplada com um prazer indescritível. E é em busca desse prazer que ele faz de tudo e acaba conseguindo desvendar o enigma da caixa que é uma espécie de quebra-cabeça e abri-la, mas as consequências disso são horríveis. O que é prazer para um, pode não ser prazer para outro.

Conhecida também como configuração dos lamentos e/ou cubo de L’Marchant é um dispositivo místico que atua como uma chave para outra dimensão ou plano de existência, a solução do quebra-cabeça abre um caminho para outras dimensões. Os habitantes desses reinos, os Cenobitas, são demônios que cultuam a dor como forma de prazer.

“Eles chamavam aquilo de prazer, e talvez, estivessem falando sério. Talvez, não. Era impossível de saber ao certo em se tratando deles, que eram tão irremediavelmente ambíguos.”

Então passado algum tempo, Rory, o irmão de Frank, muda para a casa deixada por sua avó, com sua esposa Julia , essa é a mesma casa onde Frank iniciou o ritual da caixa de L’Marchant.

Logo ao entrar na casa, Julia já não gosta de cara do maior quarto, pois sentia que era um cômodo gelado e bastante úmido. Decidiu então que não seria ali com certeza o quarto do casal. Entretanto, ela estava prestes a descobrir que foi ali que Frank, seu desejo proibido, (isso mesmo, Julia nutre um “amor proibido” pelo seu cunhado) havia sucumbido aos prazeres dos Cenobitas.

Dias depois, Julia se sente atraída pelo estranho cômodo, quando uma voz que parece sair de uma das paredes se anuncia como Frank. A voz diz que o sangue derramado por Rory (dias antes, quando se machucou durante uma reforma) o despertou e que agora ele necessita de mais sangue para voltar totalmente à vida. Julia, já infeliz e amargurada com o seu casamento, concorda em ajudar Frank.

A escrita do autor é magnifica e te prende desde a primeira página. Não tem como parar de ler! Ele nos transporta para uma outra realidade, cheia de prazer e sofrimento nesse clássico do terror (Gore) cheio de sangue e muuuuita carnificina! O único ponto negativo do livro é que quando lemos, esperamos mais explicações sobre os famosos Cenobitas e eles infelizmente quase não aparecem. Mas isso não tira todo o valor do livro que é de leitura obrigatória para os fans do gênero. Antes que eu me esqueça, aviso que já vou iniciar a leitura de O Evangelho de Sangue onde é grande a promessa de nos aprofundar do universo dos Cenobitas e do famoso Pinhead, esse mesmo, o da cara cheia de espinhos (ouço muito isso…kkkk) Logo venho com a resenha para vocês.